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A saúde pública vai mal e a culpa é de quem?

Pela primeira vez temos de concordar com o ministro da Saúde, Ricardo Barros: “Vamos parar de fingir que pagamos médico...” A frase, parcial, foi dita hoje (dia 13), durante cerimônia no Palácio do Planalto. É a mais pura verdade, senhor ministro – já passou da hora dos governos reconhecerem a importância do médico e garantir a ele remuneração e condições de trabalhos justas.

Lógico que o ministro Ricardo Barros não foi elegante e nem admitiu nenhuma culpa pelo caos. Continuou sua declaração compactuando com a covardia com que os poderes públicos, em geral, tentam transferir para o médico o problema da saúde pública. Sua declaração, na verdade, fora pautada pela cobrança de que o médico não prestaria o tempo de serviço para o qual fora contratado. O caos na saúde pública no Brasil não pode ser atribuído ao médico.

Com exceções como acontecem em todas as profissões, o médico é o profissional que está na unidade de saúde pública, que atende a um sem número de pacientes, que nem de perto recebe o que merece e, muito menos, tem condição para exercer a sua profissão com a qualidade que a população merece, por falta de recursos técnicos dessas unidades, pela desumana lotação desses espaços e, agora cada vez mais frequente, pela insegurança no trabalho. Aumentam vertiginosamente os casos de agressões contra os colegas durante o exercício da profissão.

Portanto, senhor ministro, especialmente no momento atual que o país atravessa, com um sem número de denúncias de corrupção e desvio de verbas, que poderiam ser usadas na saúde para salvar milhares de vida, é inadmissível tentar atribuir ao médico os problemas da má gestão da Saúde.

Aos colegas, atingidos pela generalidade dos comentários inapropriados do ministro da Saúde, nossa solidariedade. À sociedade, que anseia pela retribuição em serviços de qualidade pelos impostos que paga, o nosso compromisso de continuar lutando por um sistema de saúde pública que possa atender às necessidades, especialmente, da população menos favorecida.

Carlos Magno Pretti Dalapicola
Presidente do CRM-ES

 
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