Rede dos Conselhos de Medicina
Formação de médicos civis e transporte aeromédico são temas de Fórum do CFM Imprimir E-mail
Qua, 03 de Agosto de 2011 09:37
O Brasil não possui cursos que ofereçam a formação plena aos médicos civis que pretendem trabalhar como examinadores de aeronautas. A formação necessária do profissional da Medicina Aeroespacial e a regulamentação do transporte aeromédico embasaram as discussões do I Fórum Nacional de Medicina Aeroespacial - evento promovido nesta terça-feira (2), em Brasília.
 
O material de discussão e as proposições dos participantes vão subsidiar discussões mais ampliadas da Câmara Técnica (CT) de Medicina Aeroespacial. “O Conselho Federal de Medicina (CFM) tem a preocupação de assegurar à sociedade acesso aos serviços qualificados. A demanda na área já se mostra importante e exige posições sérias e consequentes”, aponta um dos organizadores do Fórum, conselheiro Frederico Henrique de Melo, que também é coordenador da CT.
 
Para os participantes do Fórum, é necessário definir requisitos para que estes especialistas civis tenham acesso à conteúdos que os permitam examinar pilotos, copilotos, comissários de voo e outros profissionais da aviação. Com isso, poderão perceber as deficiências ou fragilidades dos tripulantes que possam comprometer o exercício de sua função ou de sua própria saúde.
 
Internacional - O debate contou com subsídios de estudiosos de renome internacional, como Melchor Antuñano, da Federal Aviation Administation (agência oficial dos Estados Unidos que se dedica ao tema), e Farhad Sahiar, da Wright State University, uma das poucas escolas no mundo que oferece formação e especialização em Medicina Aeroespacial.
 
Para Farhad Sahiar, programas de residência em medicina aeroespacial deveriam ter treinamento em ambiente pertinente ao voo para desenvolver habilidades aeronáuticas e servir como uma fonte de problemas clínicos para o gerenciamento dos problemas encontrados no pessoal de vôo e passageiros. “O programa de residência deve abordar pratica em ambientes onde acontecem os problemas aeromédicos operacionais e onde haja programas de pesquisas sobre sistemas de proteção para pessoal de voo”, defendeu.
 
Parceria – O encontro também serviu para a aproximação dos atores da área de Medicina Aeroespacial do país: Aeronáutica, Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Medicina Aeroespacial (SBMA) e o Conselho Federal de Medicina (CFM).
 
“A presença dos órgãos é fundamental para exercermos uma medicina de qualidade. Não dá para cada um aplicar as regras e normas. Nosso compromisso é trabalharmos juntos”, apontou o presidente do CFM, Roberto d’Avila.
 
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