O Conselho Regional de Medicina (CRM-ES) repudiou a declaração do professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Manoel Malagutti, que afirmou que entre um médico branco e um negro, preferiria ser atendido pelo branco.

O conselho afirmou que repudia qualquer manifestação de preconceito, não só contra médicos negros, mas contra qualquer pessoa. Para o presidente do CRM-ES, Severino Dantas, um educador jamais deveria fazer esse tipo de colocação.

“Esse posicionamento é totalmente descabido. Qualquer profissional deve ser avaliado pelo seu desempenho e não pela sua cor”, afirmou. Severino destacou a atitude dos alunos. Para o médico, o fato de eles terem denunciado o professor mostra que têm uma visão diferente da dele.

“Esses alunos estão de parabéns. Eles não aceitaram a forma discriminatória com que o professor se referiu, não aceitaram o pensamento que ele queria passar e fizeram a denúncia. Essa atitude é louvável”, declarou.

O presidente do CRM-ES também pediu que a universidade tome providências. “A instituição tem de avaliar muito bem a atitude desse professor. Ele é um profissional que atua na formação de outros profissionais, que deveria contribuir de forma positiva na educação deles, não pode ter uma visão discriminatória”, ressaltou Dantas.

O professor de Direito Penal e conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Rivelino Amaral reforçou que o professor pode ser condenado por injúria racial por suas declarações. “Ele demonstra total desconhecimento da política de cotas e um preconceito descabido. As palavras deles podem ser consideradas injúria racial e causam muita estranheza quando partem de um professor de uma universidade federal”.

Notícia publicada no Jornal A Tribuna, página 11, dia 6/11/14 

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