O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES), Carlos Magno Pretti Dalapicola, vem a público esclarecer à classe médica e à população em geral que como médico e representante da autarquia que regulamenta e fiscaliza o exercício ético da medicina no Espírito Santo é totalmente contrário à cobrança de valores vis em consultas e procedimentos médicos.

Dalapicola esclarece, ainda, que a entrevista feita com ele, pelo jornal A Tribuna e publicada no dia 10 de fevereiro, foi sobre o surgimento das chamadas clínicas populares e não a respeito de valor de consulta médica.

“Esclareço a todos e reitero o meu posicionamento veementemente contrário à cobrança de valores irrisórios em consultas e procedimentos. Essa prática é combatida pelas entidades médicas e eu, como vice-presidente do CRM-ES e acima de tudo, como médico, não sou e jamais poderia ser favorável e esse tipo de cobrança”, informa ele.

De acordo com Dalapicola, os questionamentos feitos a ele pela reportagem foram a respeito do surgimento de clínicas populares e não sobre valor de consulta. “Minha declaração foi favorável ao fato de essas clínicas, instaladas em bairros populares, oferecerem consultas com especialistas, uma vez que no serviço público a consulta com especialistas é cada dia mais difícil diante da falta de profissional provocada pela baixa remuneração aos médicos. Reforcei, inclusive, que toda clínica precisa estar inscrita no CRM-ES e ter um responsável técnico, pois estávamos falando de qualidade no atendimento à população”, informa o vice-presidente do CRM-ES.

“Infelizmente, minha declaração está sendo compreendida de forma equivocada, uma vez que foi inserida em uma reportagem cujo foco central foi o valor da consulta e não a qualificação profissional da equipe médica – o que, mais uma vez chamo a atenção: foi o ponto em questão da minha entrevista. Assim como os colegas, também fui surpreendido pelo foco e pelo título da reportagem: Médicos abrem clínicas em bairros com consultas a partir de 28 reais. Conto com o bom senso da classe médica e reafirmo meu posicionamento de combater a remuneração vil à nossa categoria”, finaliza Dalapicola.

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