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Debate destacou a importância da formação em gestão para ampliar a segurança e o preparo de médicos que assumem funções de liderança

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) promoveram, na manhã desta terça-feira (25), mais uma edição do projeto Divulga CFM. No auditório do Hospital da Polícia Militar em Vitória-ES, a conselheira federal Maíra Pereira Dantas apresentou a Resolução 2.147/2016, sobre responsabilidades, atribuições e direitos de diretores técnicos em ambientes médicos. 

O evento reuniu diretores técnicos e clínicos de hospitais públicos e privados locais para discutir medidas voltadas à melhoria da qualidade da assistência médica à população. O encontro contou ainda com a participação de gestores e representantes de instituições ligadas à saúde, além de autoridades do sistema de Justiça.

Durante a programação, foram discutidos aspectos relacionados à gestão médica, às responsabilidades das direções e aos desafios jurídicos que podem surgir no cotidiano dos serviços de saúde. A proposta foi ampliar o conhecimento dos profissionais e contribuir para uma atuação mais segura e qualificada.

A conselheira federal destacou a importância da qualificação dos médicos para contemplar também conhecimentos relacionados à gestão para o exercício de suas responsabilidades.

“A formação médica precisa ir além da prática clínica. Muitos profissionais assumem funções de direção técnica e direção clínica em hospitais, mas nem sempre tiveram contato com conteúdos de gestão e administração durante a graduação.”, afirmou Maíra.

Segundo ela, oferecer essa formação ainda durante a graduação pode preparar os futuros profissionais para liderar equipes, compreender processos e assumir responsabilidades de gestão com maior segurança.

A presidente do CRM-ES, Karoline Calfa Pitanga, também destacou a importância da preparação dos médicos que ocupam funções de direção técnica e clínica.

“O médico assistente, muitas vezes, vai procurar primeiro o diretor técnico ou o diretor clínico da instituição para resolver uma questão, antes de procurar o Conselho. Por isso, precisamos preparar esses profissionais para exercer essas funções com segurança, conhecimento e responsabilidade.”

Saúde, gestão e judicialização 

A discussão também contou com a participação da defensora pública e coordenadora do Direito à Saúde na Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES), Maria Gabriela Agapito, que ressaltou a relação entre a qualificação dos profissionais e a efetivação do direito à saúde.

Para a autoridade, o médico ocupa papel central nesse processo, tanto no atendimento quanto na gestão dos serviços.

“Quando falamos em direito à saúde, o pilar fundamental é o profissional médico, que está na linha de frente do atendimento à população e também exerce um papel essencial na gestão qualificada dos serviços. É ele quem conhece de perto as necessidades dos pacientes e pode contribuir para adequar a assistência a essas demandas. Por isso, a qualificação profissional é essencial para melhorar a qualidade da assistência à saúde em nosso estado”, defende. 

O encontro reforçou, assim, a importância de aproximar conhecimento técnico, gestão e experiência prática para fortalecer a atuação das lideranças médicas e contribuir para uma assistência cada vez mais segura e qualificada à população.

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