Profissionais que atendem na Maternidade de Carapina, junto com o Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes) denunciaram as más condições de trabalho e, consequentemente, de atendimento às gestantes no local.

Fotos divulgadas pelo Simes mostram gestantes recebendo atendimento no chão, berços remendados com esparadrapo e prontuários para os leitos do corredor, o que indica que esses leitos se tornaram fixos.

De acordo com a denúncia, as gestantes, as mães e os recém-nascidos correm risco de infecção e até de morte pela estrutura precária do atendimento na Maternidade de Carapina, na Serra, município que integra a Grande Vitória.

O presidente do Simes, Otto Bapstista, conta que a situação vem se arrastando há um ano e está cada vez pior. “Fizemos vistorias e a situação é caótica. Os corredores viraram enfermarias, com prontuários fixos para os ‘leitos’. Gestantes em trabalho de parto são internadas nos corredores, vão para a sala de parto dar a luz e retornam ao corredor, com o bebê, porque não há berços suficientes. Correndo risco de deixar o bebê cair no chão ou de cochilar por cima da criança. Sem contar a exposição, o constrangimento e o risco de infecção, por ficarem no meio da passagem das pessoas”, diz.

Em entrevista ao Portal G1, o secretário de Saúde da Serra, Luiz Carlos Reblin, admitiu que a estrutura da maternidade não é a ideal, mas ressalta que a situação melhorou em comparação ao passado. Segundo ele, a construção de uma nova maternidade está prevista para os próximos anos e vai solucionar os problemas.

“Vamos construir uma nova maternidade, com mais 60 leitos para mulheres e capacidade plena de atender a toda a demanda de gestantes do município. A obra já está licitada, em breve vamos assinar a ordem de serviço. Para inaugurar, leva algum tempo. Uma obra desse porte demora cerca de dois anos”, disse Reblin.

Fonte de consulta: Simes

Imagem divulgada pelo Simes

 

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