A preocupação com a saúde do médico motivou uma pesquisa que envolve o Movimento Médicos Atletas e o CRM-ES. O estudo “Análise da prática de atividade física realizada por médicos do Espírito Santo (ES)” começa neste mês de dezembro.

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“É fundamental fazer um levantamento da saúde do médico capixaba. Vivemos sobre estresse permanente e precisamos cuidar da nossa própria saúde, apesar da rotina de trabalho que a maioria dos nós enfrenta cotidianamente”, disse o presidente do CRM-ES, Dr. Fabrício Gaburro.

Líder do Movimento Nacional Médicos Atletas, a anestesiologista carioca Dra. Michelly Wada explica que o objetivo do trabalho é motivar o médico a criar uma rotina de atividade física, como ele recomenda para os seus pacientes, embora quase todos tenham um dia a dia de trabalho muito longa.

“O Conselho de Medicina apoia esse movimento pela saúde do médico. Queremos ajudar o profissional capixaba, que cuida da saúde de todo mundo, a cuidar também da saúde dele”, disse o presidente do CRM-ES, Dr. Fabrício Gaburro.

As duas instituições já trabalham juntas em campanha com peças de divulgação sobre a importância de o médico cuidar da sua própria saúde. Agora, com a pesquisa, o projeto comum avança para apresentar resultados mais concretos para os profissionais que atuam no Estado.

Pesquisa nacional

O Movimento Médicos Atletas já desenvolveu pesquisa nacional que apresentou resultados preocupantes. Embora 98% dos médicos reconheçam a importância da atividade física para o tratamento de seus pacientes, 83,6% do universo pesquisado são considerados sedentários de acordo com parâmetros da OMS.

A rotina de trabalho exigente, o excesso de estudo e a cultura de não praticar exercícios físicos são os principais fatores para o percentual de médicos e estudantes de medicina sedentários no Brasil, conforme a pesquisa “Análise da prática de atividade física realizada por médicos brasileiros e os impactos da pandemia causada pela covid-19”, promovida e publicada pelo Movimento Médicos Atletas.

Consequências

O resultado foi obtido a partir da resposta de 1.215 profissionais. A maioria dos entrevistados, 54,3%, tem mais de 20 anos de prática médica, e 50% deles estão acima do peso – 33,7% com sobrepeso e 16,2% obesos. Outro dado que causa preocupação é sobre doenças crônicas – 16,2% dos médicos pesquisados dizem ter hipertensão arterial, 10,4%, hipercolesterolemia, e 5%, diabetes.

Em relação à prática de atividade física, 61,4% disseram que praticavam antes da faculdade, 49,2% durante a faculdade e 32,8% continuam praticando. Entre os que não praticam, 60% alegam falta de tempo, 35% não tem o hábito e 20% não gostam.

Durante a pandemia, devido à quarentena e isolamento social, menos médicos praticaram atividades leves (22,4%) e os índices de médicos praticantes de atividades físicas moderadas e vigorosas caíram para 11,8% e 9,7%, respectivamente, uma queda de cerca de 30% no nível de atividade física que já era inferior ao preconizado pela OMS.

Durante a pandemia, 30% aumentaram de peso, enquanto 20% perderam peso e 50% mantiveram o peso. Quanto aos aspectos emocionais, 55% aumentaram a sensação de ansiedade e 34% afirmam que houve piora do sono.

Resultados

71% dos médicos não realizam nem atividades leves

83,6% são considerados sedentários pelos critérios da OMS

50% pararam de praticar atividades físicas comparando com os períodos antes, durante e após a faculdade

50% têm sobrepeso

16,2% têm hipertensão

10,4% têm hipercolesterolemia

5% têm diabetes

Pesquisa: Análise sobre a prática de atividades físicas realizada por médicos brasileiros e o impacto do isolamento social durante a pandemia causada pela COVID-19
Autores: Paulo Facciolla Kertzman , Valeska Beatrice FerreiraI, Alessandra Freitas Russo, Michelly Wada Monteiro
Entidades envolvidas: Departamento de Ortopedia, Grupo de Medicina Esportiva, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Movimento Médicos Atletas

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